<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311</id><updated>2011-09-17T09:25:45.463-03:00</updated><category term='Nelson Pretto'/><category term='gosto'/><category term='dramaturgia'/><category term='poética'/><category term='direito'/><category term='direitos humanos'/><category term='cultura educação comunicação fratura'/><category term='cultura civilização destrutividade cupins'/><category term='cinema'/><category term='cultura'/><category term='underground'/><category term='acesso cultura  produção leis'/><category term='tecnologia'/><category term='Cultura público privado incentivo'/><category term='Lei Rouanet cultura financiamento estímulo'/><category term='música'/><category term='educação'/><category term='manuais'/><category term='direitos políticos.'/><category term='roteiro'/><category term='direitos civis'/><category term='cultura incentivo leis mecenato'/><title type='text'>nós da cultura</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-5236521112104177250</id><published>2009-08-16T14:30:00.014-03:00</published><updated>2009-08-26T16:00:19.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manuais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dramaturgia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roteiro'/><title type='text'>Primeiro Traço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XYOoWt8S4ek/SohDBhFhZaI/AAAAAAAAAIM/p69maLbFP04/s1600-h/1oTra%C3%A7o.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XYOoWt8S4ek/SohDBhFhZaI/AAAAAAAAAIM/p69maLbFP04/s400/1oTra%C3%A7o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370616248979776930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aqui está meu rebento. Um manual de roteiro que nasceu e cresceu ao longo de uma série de Oficinas de Roteiro que ministrei entre 1993 e 2007. É claro que não está aí tudo que devia estar. Primeiro, seria um livro interminável e, segundo, eu não teria capacidade de escrevê-lo. Que fique incluído nas listas dos livros intermináveis de Borges...&lt;br /&gt;Este pequeno manual que apresento é um livro que tenta abordar o essencial do processo de elaboração e roteirização de estórias para cinema, tentando passar ao largo das determinações e adesões poéticas particulares, sejam elas conservadoras ou vanguardistas. O alvo é a habilidade de contar estórias. Só isso, num certo sentido e em certos ambientes, já pode se considerar como atitude conservadora. Se for, aqui assumo. O que eu gostaria de adquirir, junto com os leitores em geral, é a capacidade de produzir graça e encantamento através de narrativas. Tenho cá minhas crenças nas virtudes da simplicidade e estou buscando alcançá-la. Não na vida, não sou deus, nas obras, apenas. No mais, quem se interessar poderá encontrar alguns exemplares pelas livrarias.&lt;br /&gt;Foi lançado no ICBA, Corredor da Vitória, em Salvador, dia 25 de agosto passado. Depois haverá um lançamento em Cachoeira, onde ensino. Quem, fora de Salvador, se interessar pelo livro pode entrar em contato com a EDUFBA pelo endereço: coedufba@ufba.br ou pelo telefone: (71) 3263-6164&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-5236521112104177250?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/5236521112104177250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/08/primeiro-traco.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/5236521112104177250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/5236521112104177250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/08/primeiro-traco.html' title='Primeiro Traço'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XYOoWt8S4ek/SohDBhFhZaI/AAAAAAAAAIM/p69maLbFP04/s72-c/1oTra%C3%A7o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-1241873409216868532</id><published>2009-04-27T12:18:00.004-03:00</published><updated>2009-04-28T06:17:17.540-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura público privado incentivo'/><title type='text'>Discutir a relação – segundo capítulo</title><content type='html'>Por Roberto Duarte  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Discutir a relação entre o Estado e a(s) Cultura(s) é discutir a relação entre o que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;público e o que é privado. Fomos catequizados dentro dos valores da modernidade, atribuindo valor ao que é privado e desprezando o que seja público. A idéia corrente é que o que é público é de ninguém e pode ser apropriado (privatizado) por quem chegar primeiro. Eu entendo que deva ser o contrário. Se é público, deve ser preservado e preservado assim, sem ser apropriado por ninguém particularmente, cuidado e protegido por todos, e ser usado em função do proveito de todos. E assim deve ser com o dinheiro público.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acabou de rir?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que ingênuo, não é? Bobo. Pensamento idiota, desprovido de senso prático... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aqui é a terra da “farinha pouca, meu pirão primeiro”, como um débil mental pode querer que qualquer um abra mão de abocanhar o que pode ser seu, em benefício de uma coisa vaga e etérea como “ser público”?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois é. A cultura é coisa pública. Isso já dá uma enorme discussão. A cultura é o conjunto de todas as contribuições (coisas, obras, materiais e imateriais) que compõem o imaginário coletivo, os “sistemas simbólicos” que usamos para viver o dia-a-dia. O dinheiro público da cultura só pode ser usado em benefício público, não pode ser apropriado para enriquecimento particular, deixando de ser, magicamente, dinheiro público. Serve apenas para viabilizar a produção das obras e bens, direta e indiretamente, culturais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No final, quem paga pela cultura é o público, sempre, nos dois sentidos da palavra público, direta e/ou indiretamente. Diretamente, ele paga na bilheteria, no caixa, na aquisição do acesso a obra. Indiretamente, através do Estado, das políticas públicas de apoio, estímulo, incentivo e financiamento da cultura. O Estado entra aqui como intermediário e intérprete da necessidade pública de cultura e dirige os (pequenos) excedentes econômicos disponíveis para estimular os circuitos culturais. Aqui devemos distinguir circuitos culturais da produção de obras. A obra é sempre um ponto. O estado deve enxergar o sistema e investir ou incentivar os pontos estrategicamente fortes para composição ou recomposição do sistema. Os indivíduos constituem o sistema, mas é a sinergia do sistema que sustenta os indivíduos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É uma falácia de demagogos o argumento de que a decisão de onde aplicar incentivo com dinheiro público deve estar na mão da iniciativa privada, e que isso signifique liberdade. Impediria o dirigismo do Estado ou Governo. A coisa menos livre do mundo é a empresa privada. Ela é prisioneira dos acionistas, que são seres indiferentes à causa social e só enxergam o lucro nos balanços do fim do exercício fiscal. Deu lucro, a glória. Deu prejuízo, o inferno. Deu lucro? Transferem-se as rendas para os acionistas. Deu prejuízo? Demitem-se os funcionários para equilibrar as contas, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mesmo que isso gere desemprego em massa, crise, marginalize a classe trabalhadora ou ameace a segurança pública. Benefício social e causa pública são secundários para a empresa privada, embora ela dependa da sociedade, obviamente..&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No Fazcultura ou na Lei Rouanet, quem decide para onde deve ser dirigido o dinheiro público para incentivo à cultura é um representante de uma empresa privada, que pensa do modo descrito no parágrafo acima. E defende que isso seja liberdade de decisão. A liberdade de raposa no galinheiro. Isso cria um viés ideológico para a aplicação destes dinheiros públicos e, portanto, este modo de incentivar a cultura não pode constituir a totalidade das políticas públicas de apoio, incentivo etc.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então, creio que enfrentamos duas grandes questões. Primeiro, como estimular a funcionamento dos sistemas de circulação de bens culturais, pensando em sustentabilidade e independência da intervenção direta do Estado? Segundo, como atrair o investimento privado para a cultura? Em tempo: investimento privado com&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;recursos privados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Continua.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-1241873409216868532?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/1241873409216868532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/04/discutir-relacao-segundo-capitulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/1241873409216868532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/1241873409216868532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/04/discutir-relacao-segundo-capitulo.html' title='Discutir a relação – segundo capítulo'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-2389225884382348709</id><published>2009-04-18T15:22:00.007-03:00</published><updated>2009-04-20T07:24:40.207-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lei Rouanet cultura financiamento estímulo'/><title type='text'>Vamos discutir a relação (1)?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por Roberto Duarte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não só a Lei Rouanet está sendo revista, no nível nacional. No plano estadual, a Lei do Fazcultura também está aberta a revisão. Momento oportuno para repensarmos a relação Estado/cultura em todo seu conjunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos concordamos que as práticas culturais se constituem em questão estratégica para os povos no mundo contemporâneo. Aliás, só chegaram até este tempo os povos que conseguiram preservar suas culturas. Alguns chegam sem território, sem fronteiras, sem governos, mas seus sistemas simbólicos sobrevivem e, portanto, existem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já perdemos a inocência de utilizar a palavra e o conceito de cultura no singular. Tratamos de culturas. De um emaranhado de trocas simbólicas que não se resumem mais ao mundo erudito, nem apenas às belas artes, nem aos artistas famosos e queridos da multidão. Também não tratamos mais, apenas, daquelas práticas e ritos carimbados antropologicamente como marcas registradas de grupos étnicos ou segmentos demarcados da sociedade. Cultura também não é somente o que se consome, nem os hábitos de entretenimento. Não é só a economia do show business ou o roteiro errático do Circo Marimbondo ou de qualquer outro pelas bordas dos sertões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como deve o Estado lidar com isso? Quem deve pagar por isso? E para quê se deve pagar por isso? - que talvez seja a mais importante das perguntas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Estado deve pagar para sustentar os artistas? Deve pagar para capitalizar a atividade econômica da circulação de mercadorias culturais? E por que o Estado deve deixar nas mãos de empresas privadas a decisão de quais obras e quais artistas devem ser financiados, se o dinheiro é do Estado e, por suposição, o estado deve representar o conjunto da população? Por que o conjunto-da-população deve decidir entregar o minguado dinheirinho da cultura a uns e não a outros?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Será que o Estado, ao invés de olhar para a penúria ou opulência de alguns artistas, não deve olhar para a falta de acesso de imensas maiorias de sua população aos bens culturais e então financiar esse acesso? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;A única simplificação possível desse processo é exatamente a que não interessa mais. É dizer: As elites decidem. Elas são cultas e são ricas, sabem o que o povo precisa - mesmo que este (seu, delas) conceito de povo deixe de fora uma margem imensa da população.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Há setores da produção cultural que são auto sustentáveis, mesmo que estejam temporariamente descapitalizados e que corram imensos riscos de ir à falência a cada empreendimento. &lt;i style=""&gt;There is no business like show business&lt;/i&gt;, lembra? Financiar empreendimentos auto sustentáveis com dinheiro público não é uma forma imoral de transferir dinheiro dos pobres para os ricos, um Robin Hood às avessas?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vou encerrar aqui, um pouco adiante, e deixar para outra postagem a evolução desta conversa. Mas, antes, vou propor uma mudança de ângulo de olhar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Acredito que estejamos imensamente acostumados a olhar a questão do ponto de vista de um artista que cobra recursos para realizar ou publicar sua obra, seja ela um filme, um livro, uma peça de teatro ou a gravação de um disco. Vamos mudar de perspectiva um pouco. Pela simples razão de que tratamos aqui de pensar a reformulação de um mecanismo do Estado: o financiamento e estímulo públicos à cultura. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Experimente pensar-se na situação de quem o Poder Público responsabilizou pela distribuição da grana. A grana que é pouca e não dá, definitivamente, para atender a todos que solicitam. Você é o responsável por isso. Que critério vai usar? Os resultados serão cobrados depois.&lt;/p&gt;  &lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Opções: a) dar o dinheiro aos amigos e cobrar votos, em troca. b) Dar aos inimigos e coloca-los na cadeia na hora da prestação de contas. c) Estabelecer critérios complicadíssimos através de mecanismos burocráticos e deixar que os mais capazes sobrevivam. d) Dar a quem gritar mais alto, para calar a boca, e cobrar votos na próxima eleição. e)&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Sinalizar com objetivos claros e submeter sua execução à discussão da população. F) Nenhuma das repostas anteriores.&lt;br /&gt;Qual, então?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-2389225884382348709?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/2389225884382348709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/04/vamos-discutir-relacao-1.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/2389225884382348709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/2389225884382348709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/04/vamos-discutir-relacao-1.html' title='Vamos discutir a relação (1)?'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-1497423613161741363</id><published>2009-04-02T10:05:00.004-03:00</published><updated>2009-04-02T10:11:15.645-03:00</updated><title type='text'>Os bactericidas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Bactérias da Cultura&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por Roberto Duarte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao postar texto novo neste blog, costumo avisar a uma lista de pessoas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Sei que é uma prática invasiva e procuro refreá-la ao máximo. Mas, como a timidez certamente não será a virtude do século XXI, dou lá os meus tirinhos. Ao postar o aviso sobre o texto da Lei Rouanet, logo abaixo deste, recebi uma resposta bem humorada de um velho amigo - do tipo que perde o amigo mas não perde a piada. Ele me mandou, então, o curto e-mail que transcrevo abaixo, omitindo os nomes citados:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;“Caro Roberto,&lt;br /&gt;Gostei do artigo...De brincadeira, segue uma frase de meu Amigo Italiano, Piero F.:&lt;br /&gt;'A palavra “cultura”, na língua portuguesa, tem dois significados:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-indent: 0pt; line-height: normal;"&gt;acúmulo de conhecimento,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;e um caldo de bactérias...'”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alem de ser um comentário cético e meio maldoso, ele induz a uma certa desconsideração sobre as visões mais atuais das questões das culturas. Mandei de volta:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Você e seu amigo italiano P. tocaram na questão central&lt;br /&gt;desse assunto,[...]. O sentido contemporâneo de cultura inclui a idéia de que ela é o&lt;br /&gt;imenso conjunto de micro práticas que constituem os elos mais&lt;br /&gt;elementares da cadeia vital. Coisas tão pequenas como as bactérias,&lt;br /&gt;diante desse mundão todo...&lt;br /&gt;Inclusive a idéia de formação de uma cultura de bactérias serve de&lt;br /&gt;metáfora perfeita...&lt;br /&gt;Sem elas, a Terra seria apenas mais um planeta desértico.&lt;br /&gt;Sem cultura, seremos meros robots. Mas há quem ache isso o máximo!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tenho dito, como dizia meu avô.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-1497423613161741363?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/1497423613161741363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/04/os-bactericidas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/1497423613161741363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/1497423613161741363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/04/os-bactericidas.html' title='Os bactericidas'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-4357799824035602807</id><published>2009-04-01T08:40:00.003-03:00</published><updated>2009-04-01T08:45:08.048-03:00</updated><title type='text'>Repensar a cultura</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;Estes é um texto longo para o padrão blogueiro. Paciência. Lá no final tem propostas para a revisão da Lei Rouanet.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;DUAS PROPOSTAS E UM ALERTA PARA A NOVA LEI ROUANET&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0pt;"&gt;Por Roberto Duarte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A discussão da Lei Rouanet está no ar. Dizer isto, porém, é um equívoco. O que está no ar é a discussão da relação Estado/cultura. Ou, mais profundamente, cultura e sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Do Ministério Gil para cá, o Estado Brasileiro parece que passa a reconhecer que cultura é toda (quase toda, para não ser radical) troca simbólica praticada pela gente. Acho que devemos concordar que tudo quanto circula pela sociedade como linguagem articulada faz parte da cultura e é sintoma de algum aspecto da vida social. Não se trata mais de isolar um pequeno segmento das trocas simbólicas, aquele das obras de arte ungidas pelas auras da esfera culta. É certo que do ponto de vista da economia há uma série de práticas que são consideradas como o exclusivo campo da cultura. Nesse contexto, o produto cultural ganha, quando não todo corpo, uma face de mercadoria e a organização produtora assume o caráter de empresa, organização para o comércio/lucro, para o bem e pra o mal (sejam eles quais forem). Esse campo é tradicionalmente balizado e delimitado por conceitos que vem da noção clássica de arte na esfera culta e, recentemente, em momentos diferentes, passa a incluir as artes populares, de um lado, e os produtos da indústria cultural, de outro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há algumas perguntas que devem ser feitas para nortear a discussão de como Estado e cultura devem se enlaçar e das obrigações do Estado em relação às práticas culturais. A quem e como interessa esse enlace. Por que o Estado deve financiar ou estimular a cultura? Deve financiar ou estimular? Qual a diferença entre financiar e estimular? São perguntas importantes, mas que serão deixadas no ar, por enquanto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Temos uma herança míope em relação ao mecenato e ao financiamento da cultura: a de que ela interessa, se não exclusivamente, prioritariamente as empresas produtoras de bens culturais. Não se deve apequenar o papel da empresa produtora, mas absolutizar, também não. A indústria cultural é uma das atividades econômicas mais importantes do mundo do ponto de vista da quantidade de dinheiro que movimenta, dos empregos que gera e da renda que produz embora esse não seja o único nem o mais importante aspecto da questão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os bens culturais, no sentido amplo de bens simbólicos, que circulam em nossas sociedades constroem as visões do mundo de quem os consome. Cada um de nós se torna testemunha do mundo através da experiência direta e da experiência mediada pelos meios de comunicação – de massa ou não. A imagem de mundo que carrego comigo, os valores que privilegio e, com o perdão da palavra, a minha formação ideológica, consciente ou não, são produtos diretos da minha dieta simbólica. Essa dieta constitui um sistema simbólico de que participo e que partilho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Este é ponto de vista a partir do qual devemos entender a importância da revisão da Lei Rouanet. E podemos constatar que há um poder equivalente ou maior que o do Estado, atuando neste campo: o dos &lt;i style=""&gt;media&lt;/i&gt; (aqui como plural de médium/meio). Apenas pequenas parcelas da população consomem os bens culturais que se produzem, do ponto de vista tradicional. As estatísticas estão aí. Poucos vão a cinema, menos ainda a teatro ou freqüentam museus. Leitura de livros, literatura, nem se fala. Mas beira aos 100% a parcela da população que assiste a televisão. Isto tem feito com que os valores médios da população, as visões de mundo, as preocupações, os ideais de vida, praticados pela imensa maioria da população brasileira (diria que mundial, também) sejam aqueles modelarmente veiculados pelas TVs.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Embora os &lt;i style=""&gt;media&lt;/i&gt;, a televisão principalmente, sejam os grandes construtores e alimentadores dos sistemas simbólicos partilhados pela maioria da população brasileira, o Estado e sociedade não tem poder suficiente para mudar, controlar ou cobrar responsabilidades sobre o que as TVs, rádios, revistas e jornais, por extensão, veiculam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não há ferramentas eficazes sequer para prever os efeitos que produzem. Há apenas uma retórica liberalista que estabelece o direito à expressão, mas não considera os fatores econômicos e políticos que fazem com que alguns poucos grupos tenham muita liberdade de expressão e imensas maiorias não tenham sequer noção do que se trata, criando um fluxo unidirecional de circulação simbólica. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entrevemos aqui o terceiro aspecto da questão. Vulgarmente, entretenimento. Mas muito mais que isso. É formação cidadã. Formação que se deveria operar também nas atividades prazerosas ligadas ao lazer e ao ócio. Como garantir ou pelo menos proporcionar acesso de toda população a todos os bens culturais? Como estimular o livre desenvolvimento da produção cultural mais espontânea, talvez espontâneo não seja o melhor adjetivo, mas aquela ligada às tradições, a raízes, a práticas que fazem parte, de algum modo, da produção das identidades dos grupos sociais (não querendo entrar em debates antropológicos). Trata-se aqui da produção cultural que prolonga e desenvolve os sistemas simbólicos partilhados desde a formação das sociedades em que vivemos e não de sistemas estranhos – lembremos das trocas de espelhinhos e miçangas por pau-brasil...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os sistemas de dominação e submissão coloniais contemporâneos se exercem através da ocupação pela imposição de sistemas simbólicos. Os &lt;i style=""&gt;media&lt;/i&gt; multinacionais são as tropas dessas invasões.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A contraposição de sistemas simbólicos locais aos globais é a única forma de resistência a invasão. O invasor se estabelece quando domina comercialmente e culturalmente os &lt;i style=""&gt;media&lt;/i&gt; locais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aqui surge a primeira proposta. Reflitamos: os media tem papel fundamental nos resultados das eleições. Para contrabalançar o poderio econômico que submete a opinião de rádios, jornais e tvs, influenciando diretamente os resultados das eleições, criou-se um horário eleitoral gratuito. Os &lt;i style=""&gt;media&lt;/i&gt; são concessão estatal. Poderia ser criado um equivalente cultural ao horário político. Uma espécie de horário cultural gratuito, que garantisse a visibilidade dos bens culturais para essa imensa população que assiste TV e é levada a acreditar que cinema é uma coisa que se faz na América do Norte, por exemplo. Claro que a implementação exigirá muita discussão e modos diferenciados de execução. Mas o princípio é interessante. Isto é um dos pontos que poderiam ser incluídos na nova Lei Rouanet. Uma parte do investimento do Estado, através da renúncia fiscal, poderia ser aplicada em tempo e espaço nos &lt;i style=""&gt;media&lt;/i&gt; com a finalidade de dar visibilidade pública a produção cultural não comercial ou não organizada empresarialmente. Se esse tempo e espaço puder ser também patrocinado por investidores privados, interessados na exposição de suas marcas, mais interesse haveria. Isso diminuiria o investimento público.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra mudança poderia ser feita através do incentivo ao consumo de bens culturais. Também através de uma renúncia fiscal de pequena monta. Incentivar as pessoas físicas pagadoras de impostos federais, estaduais e municipais, por exemplo, a comprarem determinados bens culturais, como ingressos, livros, obras, outros, e poderem abater uma parte dos seus valores do imposto que terão a pagar, no final do período.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Obviamente a intervenção do Estado se dará através do estabelecimento de critérios rigorosos para escolha das obras e empreendimentos que poderão participar tanto do Horário Cultural Gratuito como do Incentivo ao Consumo Cultural. Isto será outra discussão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por último, será necessário estar alerta para a complicação da lei e seu uso. A participação de especialistas na elaboração de projetos culturais pode ser benéfica a qualidade dos projetos e lucrativa para a corporação dos produtores culturais, mas se for indispensável será um instrumento de exclusão dos grupos sociais mais pobres, menos letrados, menos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;organizados, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;enturmados e menos afeitos as linguagens das burocracias “da máquina”. Menos letrado não significa menos &lt;i style=""&gt;poeta&lt;/i&gt; ou que não seja produtor de bens culturais de alta sofisticação poética. Ponto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-4357799824035602807?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/4357799824035602807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/04/repensar-cultura.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/4357799824035602807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/4357799824035602807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/04/repensar-cultura.html' title='Repensar a cultura'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-4492924770450610700</id><published>2009-01-22T15:50:00.002-03:00</published><updated>2009-01-22T15:58:31.132-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gosto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='underground'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Gosto underground</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XYOoWt8S4ek/SXjAhwN_y2I/AAAAAAAAAH8/tKLNNVR0d0w/s1600-h/convite_underground.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 283px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XYOoWt8S4ek/SXjAhwN_y2I/AAAAAAAAAH8/tKLNNVR0d0w/s400/convite_underground.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294193048085842786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Padrões de gosto &lt;i style=""&gt;underground&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Jorge Cardoso Filho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Falar sobre padrões é sempre bastante difícil. Na maioria das vezes, os padrões impedem de perceber sutilezas e singularidades de um indivíduo ou objeto, nos deixando apenas com conhecimento muito vago sobre aspectos genéricos. Expressões como &lt;i style=""&gt;cultura pop&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;música popular&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;mainstream&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;underground&lt;/i&gt; são algumas das utilizadas para falar sobre os padrões do campo musical na cultura contemporânea. Por outro lado, elas também indicam que o ouvinte percebe recorrências nos diferentes objetos e composições (sejam as sonoridades, a performance ou mesmo os temas aos quais se referem), o ouvinte entende que esses diferentes objetos podem fazer parte de um mesmo sistema ou tradição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aqui encontramos um rico ponto de debate para críticos culturais, jornalistas e profissionais da cultura que lidam constantemente com essa dicotomia entre aspectos gerais e singularidades. Falar sobre o novo álbum do Sepultura, por exemplo, significa reconhecê-lo como elemento de uma tradição e também estar atento para as especificidades que ele apresenta. Como apreender a singularidade de uma expressão e, ao mesmo tempo, remetê-la a um universo mais geral e partilhável? Não seria essa a questão anunciada por Kant na sua &lt;i style=""&gt;Crítica da faculdade de julgar&lt;/i&gt;? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No livro &lt;i style=""&gt;Poética da música underground&lt;/i&gt; tento discutir mais profundamente esse tema, buscando captar as singularidades e padrões que podem ser identificados na cena Heavy Metal da cidade de Salvador. &lt;i style=""&gt;Drearylands&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;Malefactor&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;Carnified&lt;/i&gt; etc. são algumas das bandas que fazem parte dessa tradição, mas isso não significa que todas elas sejam &lt;i style=""&gt;underground&lt;/i&gt; pelas mesmas características. Seus diferentes estilos, quando reunidos, nos permitem pensar numa poética. Uma poética que orienta o padrão de gosto &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;underground&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-4492924770450610700?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/4492924770450610700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/01/gosto-underground.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/4492924770450610700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/4492924770450610700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2009/01/gosto-underground.html' title='Gosto underground'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XYOoWt8S4ek/SXjAhwN_y2I/AAAAAAAAAH8/tKLNNVR0d0w/s72-c/convite_underground.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-4445993375219399421</id><published>2008-12-28T11:16:00.005-03:00</published><updated>2008-12-28T14:51:53.966-03:00</updated><title type='text'>Corpo sem órgãos</title><content type='html'>Pasqualino Magnavita nos autoriza a publicação do texto abaixo, parte do artigo &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Corpo sem órgãos&lt;/span&gt;, que pode ser lido integralmente com um clique &lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dfpvcrq7_8hjf4hmf7"&gt;neste link&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Duas questões são tocadas neste parágrafo, de passagem: o poder de controle das redes midiáticas e a violência simbólica. Nós sobre os quais refletir. Vamos ao texto de Pasqualino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background: rgb(255, 255, 0) none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Diferente do que ocorria nas sociedades industrial-disciplinares estudadas por Foucault, nas sociedades pós-industriais, denominadas por Deleuze de “Sociedades de controle”, os corpos deixaram de ser moldados em sucessivas sedimentações em espaços confinados: a família, a escola, a fabrica, o hospital, a prisão entre outros dispositivos de poder, no sentido de distintas modelagens. Hoje, todavia, presenciamos controles que não são mais moldagens, mas modulações, no sentido de modelagens auto-deformantes que mudam continuamente. O corpo, enquanto organismo procede como se estive preso a uma “coleira eletrônica” (metáfora usada por Deleuze) e acionada a distância por redes midiáticas que impõem metas individuais e coletivas sempre deslocadas para novos objetivos, novos produtos, novos serviços, novos financiamentos, aparentemente ao alcance de todos. Manipulação competente na construção de subjetividades que incorporam o poder simbólico da imagem sob a égide do capital financeiro que engendra um elevado nível de alienação nas relações sociais, transformando os interesses privados em estilo de vida, distinção social enquanto seletividade competitiva, prestígio e futuro desejável, indicadores estes que contribuem para acentuar a desigualdade social e promover a violência simbólica e a violência real nas cidades, particularmente nos paises em desenvolvimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-4445993375219399421?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/4445993375219399421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/12/corpo-sem-ros.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/4445993375219399421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/4445993375219399421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/12/corpo-sem-ros.html' title='Corpo sem órgãos'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-403120691529486379</id><published>2008-12-27T21:04:00.005-03:00</published><updated>2008-12-27T22:58:36.219-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acesso cultura  produção leis'/><title type='text'>Caro amigo, 2009 vem chegando.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ano novo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada como um texto sobre o novo ano, num blog.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;2009 será decisivo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Penúltimo ano de uma onda que tentou varrer o país, no campo da cultura. Onda que pode ou não ser renovada, na próxima aventura eleitoral. Ou seja, pode não ser renovada e aí veríamos o que, de verdade, ficou plantado na organização da cultura. Não estou falando da cultura no plano de estado ou das instituições dos governos. A provocação é relativa à sociedade, às &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sociedades&lt;/span&gt; no interior da sociedade. Passei a entender que a organização da cultura tem que ser implantada como prática social autônoma, assumida com naturalidade e autonomia pelos seus operadores e apreciadores. Independentemente das estruturas do estado, de preferência.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O desafio é consolidar o acesso à produção cultural. Organizar um circuito que garanta esse acesso, de um lado, e garanta a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reprodução&lt;/span&gt; do produtor, por outro. Em linguagem capital/empreendedorista: produção e consumo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para a produção existem leis de incentivo, fundos e uma legislação completamente inadequada à gestão do dinheiro público a ser aplicado em bens culturais. Rever tudo isso. A crise nasce no/do entendimento do que seja e como seja o bem público na cultura. Ou do entendimento de que e como a cultura é coisa pública. Esse é um belo nó-da-cultura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro nó é a questão do circuito apreciador, para não falar consumidor (mas é consumidor também e temos que assumir isso). E vejo a questão por dois ângulos. Um, a produção do desejo de ir à cultura, ao encontro do bem cultural – tarefa dos &lt;i style=""&gt;media&lt;/i&gt;. Outro, a abertura da oferta de lugar de apreciação/exibição. Uma rede de apresentação da cultura liberta e independente dos grande oligopólios internacionais do &lt;i style=""&gt;entertainment&lt;/i&gt;. Criar uma rede de lugares para o povo ir ver o que se produz, a preço acessível e perto do lugar em que se vive.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não é isso? Mãos à obra.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-403120691529486379?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/403120691529486379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/12/caros-amigo-2009-vwem-chegando.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/403120691529486379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/403120691529486379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/12/caros-amigo-2009-vwem-chegando.html' title='Caro amigo, 2009 vem chegando.'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-25893269971713284</id><published>2008-12-12T05:18:00.000-03:00</published><updated>2008-12-12T05:46:47.074-03:00</updated><title type='text'>Meu caro amigo, me perdoe</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Se você, leitor, tem aí "Meu caro amigo", de Chico e Francis Hime, dê uma ouvida agora e volte aqui para ler a crônica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de  Paulo Costa Lima:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Meu Caro Amigo: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;uma homenagem a Chico e Francis Hime&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;O que há de tão especial nessa canção? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;De um lado o tom da &lt;b style=""&gt;delicadeza&lt;/b&gt; — existe algo mais carinhoso do que um ‘meu caro amigo’? E que vai adiante: me perdoe por favor, se não lhe faço uma visita... É uma linguagem bálsamo que a entonação quase jocosa de Chico realça e projeta &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=WPEPj3wpSb0"&gt;(&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Confira no Youtube&lt;/span&gt;)&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;De outro, o tom do &lt;b style=""&gt;desabafo&lt;/b&gt;, um painel de durezas elencadas em carritilha logo após ‘a coisa aqui ta preta’, registrando muita mutreta pra levar a situação, e nessa mesma linha: careta, pirueta, sarro, sapo, cachaça... O desenlace é inevitável: ‘ninguém segura esse rojão’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;Quem viveu a década de 70 no Brasil sabe como foi intolerável o massacre de mídia do bordão ‘ninguém segura esse país’ — a ditadura insistia em ser coisa nossa. A canção dá o troco, com uma dose vingativa e terapêutica de ironia e de pirraça: não é um país, e sim um rojão. O verso talvez tenha sido profético, basta lembrar o rojão que estourou no Rio Centro alguns anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pare. Continua: &lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dfpvcrq7_4dd63jncs"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-25893269971713284?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/25893269971713284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/12/meus-caros-amigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/25893269971713284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/25893269971713284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/12/meus-caros-amigos.html' title='Meu caro amigo, me perdoe'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-6366580984861811558</id><published>2008-12-11T19:56:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T20:33:29.664-03:00</updated><title type='text'>Literalmente Araken</title><content type='html'>Não tenho qualificações para classificar Araken Vaz Galvão. Para mim, ele é um personagem descarrilhado da História que resolveu pairar entre nós, mortais, e, pior, entre os nós da cultura.&lt;br /&gt;Araken nos envia um texto a discutir. Sobre as Letras.&lt;br /&gt;Mando aqui os primeiros parágrafos e um link para quem quiser ler o resto. Umas duas laudas que dão pano-pra-manga. Eu mesmo discutiria umas coisinhas. Leia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Letras, por quê? &lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Sempre me perguntei por que as pessoas estudam letras. E essa minha indagação faz-se mais insistente porque vejo proliferar o número de cursos de literatura, enquanto o número de leitores cresce apenas vegetativamente, quando cresce...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Por que, então, se estuda letras?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Esse instigante enigma levou-me a aventar a hipótese de que há algo de muito errado na elaboração da grade curricular dos cursos de letras em nosso país. Formam-se jovens professores que deverão ensinar a outros mais jovens, os quais, por suas respectivas vezes, irão ensinar a outros e assim sucessivamente, apenas teoria literária.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Em outras palavras, formam-se professores para ensinar literatura, e não professores para ensinar os alunos a gostar de ler.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Leia mais: &lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dfpvcrq7_3fhpbjtfz"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;clique aqui.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-6366580984861811558?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/6366580984861811558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/12/literalmente-araken.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/6366580984861811558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/6366580984861811558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/12/literalmente-araken.html' title='Literalmente Araken'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-73981556764134490</id><published>2008-12-08T13:01:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T21:49:18.271-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura civilização destrutividade cupins'/><title type='text'>Grãos da cultura</title><content type='html'>Tenho em casa uma dessas coisas que nos acostumamos a chamar de armário embutido (e que de embutido nada tem, devia ser armário ajustado, no máximo) cheio de cupins. Pode não ser cupim, tecnicamente, mas é parente dele. Podem chamar de broca. É um bicho que vive escondido e vai comendo a madeira por dentro. Quando ele aparece, se manifesta através de um montinho de pequeninos grânulos de madeira que se acumulam logo abaixo de um minúsculo buraquinho por onde ele, o cupim/broca, vai pondo para fora o que cava por dentro da madeira, grão a grão.&lt;br /&gt;Quando vem o verão parece que a atividade dos bichos aumenta e surgem vários montinhos do quase pó, simultaneamente. Vez por outra sai uma geração nova de adultos, com asas e tudo, e eles vão saindo dos buracos, um a um.&lt;br /&gt;Olho para o armário, ele lá, quieto, e penso na intensa atividade interna dos cupins. Penso que cupim também é cultura. Não é, mas parece.&lt;br /&gt;Terá o cupim o projeto de um armário novo, inteiro? Ou ele cava apenas o pedaço de madeira que tem pela frente, sem saber que um dia poderá não ter mais armário? Nem madeira?&lt;br /&gt;Bobo como me sinto, vivo quebrando a cabeça para descobrir a forma de descupinizar. Ou de tirar a cultura do armário.&lt;br /&gt;Estou de volta, companheiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-73981556764134490?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/73981556764134490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/12/gros-da-cultura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/73981556764134490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/73981556764134490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/12/gros-da-cultura.html' title='Grãos da cultura'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-3177903404759052895</id><published>2008-05-18T01:01:00.000-03:00</published><updated>2008-05-18T22:14:00.885-03:00</updated><title type='text'>Comentário definitivo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recomendo vivamente a leitura de um comentário sobre o texto FRATURAS, mais abaixo, enviado pelo poeta gaúcho Jean Scharlau. Trata-se do  texto "O Brasil sob a hegemonia cultural estrangeira" de Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O texto foi publicado pela Agencia Latinoamericana de Información e republicado no "Hora do Povo". &lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=70238361876121311&amp;amp;postID=5232981146804410284"&gt;NÃO DEIXE DE LER&lt;/a&gt;. É um texto que merece ser copiado e divulgado amplamente.&lt;br /&gt;(Curiosidade: quando pedi opinião ao amigo Araken Vaz Galvão sobre o blog que mal tinha sido publicado, ele usou o início de um conto deste mesmo Jean Scharlau, "O Escuro":&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Nas trevas da noite profunda, tateando o homem insone busca seus óculos e não  os encontra (enquanto derruba duas ou três coisas), busca o interruptor e este  não funciona (ué, será que faltou luz?), então, num gesto habitual, em busca  pavloviana da conhecida segurança e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;conforto ele  pega um  livro à sua  cabeceira e o abre. Simultaneamente se acha abobalhado (ou será já a  senilidade?), porém surpreso vê que faz-se um semi clarão no breu,  as letras  fosforecem à sua frente, num lusco-fusco espectral... claramente ilegível -  pois quem é que lê espectros, senão os médiuns  e os radiologistas?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- É  mais ou menos assim que eu percebo uma página em preto, comentou Araken. E mais não foi dito nem lhe foi perguntado. O blog agora é vermelho.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-3177903404759052895?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/3177903404759052895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/comentrio-definitivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/3177903404759052895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/3177903404759052895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/comentrio-definitivo.html' title='Comentário definitivo'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-7763513275544995216</id><published>2008-05-16T22:13:00.000-03:00</published><updated>2008-05-18T22:15:13.265-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nelson Pretto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia'/><title type='text'>Nelson Pretto fala</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é Nelson Pretto, falando sobre educação e novas tecnologias. Roubamos este vídeo  no Youtube e trouxemos aqui como exemplo. Queremos postar falas em vídeo, com as opiniões e propostas  dos que estão,  conosco, tentando desatar os nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-8c4d3deb98449d89" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v14.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D8c4d3deb98449d89%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331441162%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D427DEB0FE5BE5AB8F233CB559178F814ED0B206C.8405BA1C86E08D8BFB25E704588B5FC53C9CE4F0%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D8c4d3deb98449d89%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DaabW0zN3HJ1eUSASBfubaARMQrk&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v14.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D8c4d3deb98449d89%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331441162%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D427DEB0FE5BE5AB8F233CB559178F814ED0B206C.8405BA1C86E08D8BFB25E704588B5FC53C9CE4F0%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D8c4d3deb98449d89%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DaabW0zN3HJ1eUSASBfubaARMQrk&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-7763513275544995216?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=8c4d3deb98449d89&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/7763513275544995216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/este-nelson-pretto-falando-sobre-educao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/7763513275544995216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/7763513275544995216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/este-nelson-pretto-falando-sobre-educao.html' title='Nelson Pretto fala'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-7352997978444986334</id><published>2008-05-16T14:09:00.000-03:00</published><updated>2008-05-17T21:29:49.346-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos políticos.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos civis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Discutir leis de incentivo</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;Este texto é uma colaboração de Ana Lúcia Aragão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas para inaugurar a discussão sobre leis de incentivo, já iniciada neste &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, parece interessante destacar o direito à cultura sob a perspectiva do seu reconhecimento por meio dos instrumentos internacionais, que, por sua vez, conduziram à inserção no nosso ordenamento jurídico. O direito à cultura, segundo a classificação em dimensões de direitos humanos situa-se entre aqueles de segunda dimensão, juntamente com os sociais e econômicos. Aqui há que ser ressaltada a complementaridade entre as dimensões de direitos - os direitos civis e políticos, considerados de primeira dimensão, só se tornam plenamente eficazes com a concorrência dos direitos econômicos, sociais e culturais, que são resultados do contexto histórico pós-revolução industrial e da nova concepção de ser humano – concreto e inserido contextualmente.&lt;br /&gt;Esses direitos de segunda dimensão fundam-se na idéia de igualdade, enquanto os primeiros privilegiavam a liberdade do indivíduo. Os de segunda dimensão porque tem em mira o homem inserido, superada a perspectiva estritamente liberal, demandam uma ação por parte do Estado, trazendo certos deveres de prestações positivas.&lt;br /&gt;Neste sentido é que surge a necessidade das políticas públicas, ou seja, de um planejamento cultural estatal, envolvendo diversas ações integradas, é o que prevê a nossa Constituição Federal que trata do tema, especificamente, em seus art. 215 e 216. Ao Estado incumbe, segundo as disposições antes citadas, além de proteger o patrimônio cultural, tarefa que demanda também a participação ativa da sociedade, viabilizar a produção de bens culturais, e promover a democratização do acesso a esses bens. Em síntese, em matéria de cultura, o papel do Estado situa-se em três órbitas distintas, porém integradas, conforme previsão constitucional: a) defesa e proteção das manifestações da cultura nacional e do patrimônio cultural; b) incentivo à produção cultural; c) difusão e democratização do acesso aos bens culturais.&lt;br /&gt;Eis que surgem as leis de incentivo à cultura e sobre a sua eficácia e suas limitações, e imperfeições adquiridas ao longo do caminho, ou já nascidas com elas, a discussão deve correr.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-7352997978444986334?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/7352997978444986334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/introduzindo-discusso-sobre-leis-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/7352997978444986334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/7352997978444986334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/introduzindo-discusso-sobre-leis-de.html' title='Discutir leis de incentivo'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-1572056315862226149</id><published>2008-05-13T15:00:00.000-03:00</published><updated>2008-05-16T16:54:16.473-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura incentivo leis mecenato'/><title type='text'>O incentivo à cultura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Historicamente a arte é apoiada pelo poder. Poderes políticos e econômicos vêm apoiando a produção artística através dos séculos em nomes de diversos valores e interesses. Isso acontece e se repete desde o Egito, Grécia, Roma. Caio Mecenas (&lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter style="color: rgb(204, 204, 204);" productid="68 a" st="on"&gt;68  a&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.C. a 8 d.C.) emprestou o nome ao apoio, proteção e patrocínio das artes. Do Renascimento em diante as coisas começaram a mudar, com a formação do mercado de obras de arte. A lógica da indústria cultural, a partir do século XIX, deu caráter massivo e acentuou o aspecto mercadoria das obras. Os meios de comunicação de massa passaram a difundir as obras, sobretudo da música e do cinema, mais tarde a TV virou o grande meio de comunicação de massa. Ao lado da relativa independência em relação aos poderes político e econômico,  ocorreu a reprodução em série e, há quem afirme, a banalização em larga escala do produto cultural. A sociedade contemporânea se caracteriza pela diversidade e pela diferença. Os poderes hegemônicos impõem a padronização, o lado perverso da globalização. É nesse nó que o estado tem que atuar.&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Hoje, no Brasil, em decorrência de políticas culturais recentes, o conceito de cultura se amplia, desprega-se da imediaticidade das obras e estende-se a bens imateriais e ao comportamento. Espera-se do estado a formulação de políticas públicas que atuem, em sentido amplo, como mecenas e, ao mesmo tempo, deixem à sociedade a escolha do bem cultural a ser produzido. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Temos leis de incentivo federais, estaduais e algumas municipais, que se baseiam em renúncia fiscal do estado e convocam a solidariedade de empresas privadas. Estas leis, no entanto, têm o lado perverso de deixar aos departamentos de marketing e aos interesses da empresa privada a decisão do que patrocinar e de em que tipo de obra investir. A empresa privada entra com um percentual de aproximadamente 20 por cento do investimento e tem a totalidade, cem por cento, do poder de decisão. Sem falar na corrupção que se configura com a devolução da parte do investimento privado ao patrocinador, por baixo do pano. Prática muito usual e de difícil comprovação para fins legais. Isto significa fazer políticas públicas com as mãos amarradas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Outro aspecto importante, mas não muito discutido ainda, é que os mecanismos de apoio, entre nós, classicamente, se concentram no incentivo à produção das obras, esquecendo a sua circulação e apreciação pelo público. São dois nós, aí. A fratura entre comunicação e cultura e o desperdício do investimento em obras que, por não circular, pouco efeito social vêm a produzir.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;De um lado, é preciso rediscutir e rever as leis. De outro, é preciso desenvolver uma estratégia de mercado da cultura que interessa. Exemplo? A imensa maioria da população não frequenta cinemas. É caro. Cerca de 90 por cento, o povo, vê TV. Nosso cinema não passa na TV. Por quê? Eis um belo nó.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-1572056315862226149?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/1572056315862226149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/o-incentivo-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/1572056315862226149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/1572056315862226149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/o-incentivo-cultura.html' title='O incentivo à cultura'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-3320580886045739225</id><published>2008-05-10T11:14:00.001-03:00</published><updated>2008-05-16T14:18:26.080-03:00</updated><title type='text'>Visão do invisível</title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(255, 255, 255); text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ainda no tema das fraturas. A palavra de ordem da sociedade contemporânea é a visibilidade. É a maior mercadoria. A mercadoria que antecede todas as outras. O fetiche disseminado e acolhido de forma ampla. Essa mercadoria é monopólio dos meios de comunicação de massa. Os meios de comunicação de massa são empresas privadas e regidas pelas regras da lucratividade. Valem pelo que obtém de atenção. Vendem seus espaços e tempos para dar visibilidade a quem lhes paga. Se a produção de visibilidade, em termos sociais, passar a ser conseguida gratuitamente, as empresas dos meios de comunicação de massa perderão o sentido e os lucros. Vão falir. Esse estado de coisas não seria trágico se, na sociedade contemporânea, a imagem que fazemos do mundo não se originasse basicamente nos e dos meios de comunicação. Então, só existe o que eles tornam visível. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 255, 255); text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os eventos da cultura espontânea, ou não, do povo dificilmente adquirem visibilidade através dos meios de comunicação e por isso dificilmente existem, de fato, no imaginário da maioria da população. Estamos pensando aqui em todas as formas de produção de bens simbólicos, desde as menos sofisticadas tecnologicamente até o vídeo e as páginas da Internet. Samba de roda, xilogravura, literatura de cordel, cerâmica, coisas que só adquirem visibilidade quando recebem um tratamento especial que as impulsiona para o consumo na forma mercadoria. Passam aí a falar a língua de “gente grande”, o negócio. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 255, 255); text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sem negócio não tem conversa, nem existência pública. A cultura “de verdade” está condenada pelos meios de comunicação a ser contida na esfera privada, no máximo comunitária. Aí está uma bela fratura e um belo nó a ser desatado. Comunicação de massa é questão pública e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;faz parte das políticas públicas que dizem respeito à cultura, no entanto aí prevalecem os regimentos do interesse privado. Quem compra essa briga?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-3320580886045739225?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/3320580886045739225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/viso-do-invisvel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/3320580886045739225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/3320580886045739225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/viso-do-invisvel.html' title='Visão do invisível'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-7876352303496692166</id><published>2008-05-10T10:42:00.000-03:00</published><updated>2008-05-19T22:57:00.954-03:00</updated><title type='text'>Drops misto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;Blog me lembra guloseima de infância. Era vendida pelo baleiro, junto com chicletes e queimados, versões ancestrais dos Mentos, Bubaloos e assimilados destes tempos: drops misto. Pastilhas coloridas e de diferentes sabores. Tinham de ser degustadas uma a uma. A diferença é que tinham o tempo de degustação vinculado à dissolução do açúcar em contato com a saliva (perdeu o gosto?). No blog, o sincronismo é estabelecido pela navegação e tempo de leitura. Mas tem-se que ler uma pastilha de cada vez. Cada postagem terá sempre algo como o DNA do pensamento inteiro, mais complexo e não tão aparente. Às vezes, pouco aparente até para quem escreve. A tarefa é tornar saborosa a degustação de cada pastinha enquanto se mantém uma difusa u&lt;/span&gt;&lt;span&gt;nidade geral e, quem sabe, alguma coerência. Bola pra frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 255, 0);" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-7876352303496692166?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/7876352303496692166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/drops-misto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/7876352303496692166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/7876352303496692166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/drops-misto.html' title='Drops misto'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-70238361876121311.post-5232981146804410284</id><published>2008-05-09T16:14:00.001-03:00</published><updated>2008-05-16T14:20:00.761-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura educação comunicação fratura'/><title type='text'>Fraturas</title><content type='html'>&lt;div style="color: rgb(255, 255, 255); text-align: justify;"&gt;São duas, mas duras e fundamentais. As fraturas que desorganizam nossos corações e mentes. Fratura entre cultura e educação. Fratura entre comunicação e cultura. O produto das fraturas é a imagem do grande alienado de si mesmo. Intimidade com o estranho e estranhamento do íntimo. Imaginário povoado de craca, de deseducação, de descultura, de desconhecimento, em nome da comunicação perversa, sem sentido. Sem reconhecimento da cidadania, transformada em público-alvo. Pela cultura no plural: culturas. Que seja(m) o conteúdo da educação e que seja(m)  substância da comunicação. Pela erradicação da dependência do discurso do outro para configurar o próprio mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(255, 255, 255); text-align: justify;"&gt;Percebemos que há uma grande mudança, bem vinda, em marcha. Mas que venha, mesmo. Não, ao nó burocrático dos procedimentos protocolares da burocracia reumática do estado, transformando meios em fins e fins em meios. É preciso repactuar os contratos legais com vistas aos objetivos finais, dar sentido ao que seja governar. Refletir sobre o poder. O poder nos põe, diante do verbo governar, como sujeitos ou como objetos. O que há para ser feito é a escolha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/70238361876121311-5232981146804410284?l=nosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nosdacultura.blogspot.com/feeds/5232981146804410284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/fraturas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/5232981146804410284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/70238361876121311/posts/default/5232981146804410284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nosdacultura.blogspot.com/2008/05/fraturas.html' title='Fraturas'/><author><name>Roberto Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01359475920938340573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
